A Mineração Predatória é aquela efetuada de forma inconsequente e pode ser conceituada como praticada por corporações, grupos empresariais e pessoas, tendo como objetivo o lucro máximo, sem qualquer preocupação com a sustentabilidade ambiental, econômica e sociocultural das comunidades onde atuam.
A mineração deve ser praticada em conformidade com uma série de regulamentos e leis nacionais, mas com o tempo as instituições que cuidam desse setor no Brasil, como o DNPM (atual AMN) acabam envolvidas pela burocracia e pela ineficiência no sentido de regular o avanço da mineração de forma predatória. Ademais, as leis acabam por serem feitas por parcelas do mundo econômico e político com grande poder de representação na atividade pública e privada (mercado). Assim, os processos legislativos e de controle socioambiental acabam atendendo aos interesses da indústria de mineração. Não há, por parte desses grupos, real interesse, mesmo científico, de investir na intenção de controlar a mineração ou seu impacto na saúde das pessoas, nas consequências psicossociais das comunidades e com o desenvolvimento geral das regiões.
Maurício Ângelo, é um jornalista brasileiro que tem estudado a questão da mineração no Brasil e no Mundo, e escreve para o site Observatório da Mineração. Acesse o seguinte endereço para saber mais:
https://outraspalavras.net/outrasmidias/mineracao-predatoria-ameaca-global/

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